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ARENA

Poster_Rua

Data de Estreia — Abril de 2012
Local — Fábrica da Rua da Alegria
Classificação etária — M/12
Encenação e interpretação — Catarina Santos, Cecília Ferreira, Joana Magalhães, Joana Vale
Voz – off — Isabel Carvalho
Design de luz — Rui Ferreira
Operação de Luz — Isabel Carvalho
Músicos — Bernardo Soares, Nuno Ferreira, Ricardo Casaleiro
Fotografia — Miguel Fernandes, MFotografia
Produção — Teatro a Quatro, Teatro Bandido
Design de Comunicação — Franck de Almeida

Dossier de Espectáculo

Arena

A arena é um espaço sideral. Agora a falar a sério…

Arena é um espectáculo de clown, mas não no seu sentido mais puro.

Trata-se antes de uma apropriação da linguagem do clown feita por quatro actrizes com o objectivo de colocar em cena alguns personagens que habitam um mundo muito particular e ao mesmo tempo muito próximo da nossa realidade actual.

Dá-se foco ao mundo do trabalho (ou da falta dele), ao mundo dos patrões e dos empregados e aos mecanismos de sobrevivência neste sistema de selecção. O resultado é um espectáculo cómico e, por vezes, trágico na sua comicidade, vivo e espontâneo, não se tratasse de clown e pouco sério, mas para levar com seriedade.

“Senhoras e senhores, meninos e meninas, bem-vindos ao Jardim Zoológico Arena.”

Na jaula 1 podem encontrar os últimos espécimes de uma raça já extinta. Digo já extinta porque estes seres não possuem capacidade de se reproduzir. Apesar de pertencerem à mesma espécie, trata-se de indivíduos com características completamente diferentes e, por isso, não compatíveis sexualmente.

Espécime 1:
obviamente o líder da matilha. Uma das suas características principais é não possuir qualquer tipo de empatia. Só pensa no seu próprio bem e tem constantemente delírios de grandeza. Aparentemente só manifesta afecto por ursos de peluche e afins.

Espécime 2:
Desconhece qualquer tipo de emoção. Trata-se do mais bruto dos quatro espécimes. Apesar de compreender várias línguas, possui um vocabulário muito reduzido e geralmente age impulsivamente.

Espécime 3:
Trata-se do espécime mais civilizado dos quatro. Apesar disto, é um ser apenas desenvolvido para executar. É eficiente, rápido e eficaz, mas tem pouca capacidade criativa.

Espécime 4:
É o menos desenvolvido dos quatro espécimes. Não possui qualquer tipo de massa cinzenta, agindo apenas por imitação. Quando não o faz, torna-se pouco adaptativo e tem tendência para a auto-destruição. Aliás, é esta característica que mais o distancia dos restantes. Enquanto que este tende para a auto-destruição, os outros tendem a destruir-se mutuamente, embora não consigam viver senão em comunidade.

Por favor sintam-se à vontade para observar, tirar fotografias e até mesmo tocar nos mamíferos. Obrigado.