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O SÍTIO DO NÃO-SE-SABE-ONDE

 

Data de Estreia — Novembro, 2010
Local — Rivoli – Teatro Municipal do Porto
Classificação etária — M/4
Texto — Manuel António Pina
Encenação e interpretação — Catarina Santos, Cecília Ferreira, Joana Magalhães, João Costa, Luis David
Cenografia — Teatro a Quatro e Teatro Bandido
Figurinos — Teatro a Quatro e Teatro Bandido
Design e Operação de Luz — Pedro Nabais
Design e Operação de Som – Filipe Ribeiro
Composição e Produção Musical — Ricardo Rocha
Marionetas — Catarina Santos
Produção — Teatro a Quatro e Teatro Bandido
Produtora — Vanessa Freitas
Fotografia — MFotografia
Design de Comunicação — VILLAE

Dossier de Espectáculo

O sitio do não-se-sabe-onde

Num sítio de não se sabe onde, seres que não se sabe se o são contam histórias que por vezes não o chegam a ser.

O anão Inventão crê-se o maior intelectual do mundo e conta histórias até ao fundo; O escaravelho Bocage perde-se e esquece-se de como age, tem mau humor e é mau contador. Para saberes como é, espreita e entra nesta Arca do Não É.

O SÍTIO DO NAO-SE-SABE-ONDE é uma peça de teatro para crianças do Pré-escolar e do Primeiro Ciclo, concebida a partir de alguns dos textos mais marcantes de Manuel António Pina para a infância, que vão desde a poesia ao texto teatral, alguns deles recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para o primeiro ciclo.

Neste espectáculo, podem-se encontrar excertos e personagens de “Gigões & anantes” (1974), “O têpluquê” (1976), “O pássaro da cabeça” (1983); “Nenhum sítio” (1984), “O inventão” (1987), e de “Histórias que me contaste tu” (1999). Salientamos, nesta escolha, a obra o Inventão, que, nas palavras de Álvaro Magalhães, «… é talvez o melhor livro de sempre na literatura infantil» (citado por Rita Pimenta in Público de 13 de Maio de 2011), um achado em termos de criatividade linguística, com não poucos incentivos à reflexão, susceptíveis de estimular o chamado pensamento divergente e o “ Histórias que me contaste tu”, em que, o Escaravelho Bocage, contador de histórias, personagem deliciosa do imaginário de Manuel António Pina, volta a aparecer, não se sabe bem de onde (como sempre), para deixar mais uma mão cheia de contos envoltos num denso nevoeiro onde se
confundem as personagens, a ordem cronológica e até as palavras.

«Penso que o teatro infantil não deve ser nada. Dever ser o que quer que seja é exactamente o contrário do que, julgo eu, é a arte: liberdade. (…) A imaginação, como tempo e lugar privilegiado de liberdade, é naturalmente tempo e lugar privilegiado da arte. (…) Eu não escrevo para provar nada; nem para ensinar nada, muito menos às crianças. (…) O teatro infantil (o teatro!) não deve ser nada, não tem que ser nada. Se calhar nem mesmo teatro» (Pina, 2007: 126).