Skip to Content

RUA DA ALEGRIA

Poster_Rua
Data de Estreia — Novembro de 2011
Local — ESMAE – Sala Preta
Classificação Etária — M/12
Texto — Cecília Ferreira
Encenação — Isabel Carvalho
Interpretação — Catarina Santos, Cecília Ferreira
Músicos — Bernardo Soares, Ricardo Casaleiro
Ilustrações — Carina Gaspar
Cenografia — Teatro a Quatro
Figurinos — Almofadas da Bó
Fotografia — Bárbara Espírito Santo
Produção — Teatro a Quatro
Assistente de Produção — Tiago Baptista
Design de Comunicação — Franck de Almeida

Dossier de Espectáculo

Rua da Alegria

O espectáculo Rua da Alegria, muito antes ainda de se chamar assim, começou por ser uma ideia em forma de desafio que foi lançada ao Teatro a Quatro e ao pianista Bernardo Soares pelo percussionista Ricardo Casaleiro. Havia uma série de peças que este gostaria de tocar, mas gostava de lhes dar novas roupagens, novos significados, pondo-as em diálogo com outras linguagens.

O desafio pareceu-nos bastante aliciante, e avançámos, contra o tempo, numa nova construção, diferente de tudo o que até então a companhia tida explorado fazer, e que foi apresentada, em Novembro de 2012, na ESMAE, com o nome Rua da Alegria – concerto para duas actrizes e dois músicos, com textos de Cecília Ferreira e encenação de Isabel Carvalho, ambas elementos do Teatro a Quatro.

Tratou-se, efectivamente, da exploração de um novo universo – do diálogo concertante, sem deixar de ser desconcertante, entre a música, a poesia e o teatro, mas também entre tudo isto e o nosso tempo e as gentes que o habitam, não deixando de ser, e é-o muito, um passeio pela Rua da Alegria, aquela que “tem um poste posto a preceito a dizer sorriso Obrigatório.”

O nome do espectáculo partiu de um referente muito real e quotidiano na vida de toda a equipa artística – a Rua da Alegria, situada no centro da cidade do Porto. Mas este espectáculo e os seus textos são muito mais do que referentes reais – são acima de tudo referentes simbólicos e lembram, mais do que um espaço físico, a imperatividade de todos subirmos, descermos e habitarmos a Alegria.

Não pode haver rua maior do que a da Alegria, por isso este espectáculo, para além de poder ser de todas as ruas, de todas as cidades (as suas histórias e personagens são intemporais e universais), são um firme não colectivo à Tristeza que as circunstâncias actuais nos querem impor e que convictamente rejeitamos. Este espectáculo é uma homenagem à força, à coragem, ao carisma e à perseverança firme do povo português.